19 maio 2007 ... Quando o custo da energia (incluindo petróleo, gás natural, electricidade e .... "Segundo, eles escondem a inflação a fim de manter baixo o ...resistir.info/energia/pico_inflacao_p.html -
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"Quando se encontrar a si próprio num ciclo vicioso,pelo amor de Deus,pare de pedalar!"
"Tenho boas notícias.Haverá ,certamente ,paz na Terra...
Espero que nós ,humanos,estejamos cá para apreciá-la."
Swami Beyondananda
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A Cultura Mundo- resposta a uma sociedade desorientada
A cultura transformou-se em mundo,em cultura-mundo,a cultura-mundo do tecnocapitalismo planetário,das industrias culturais(Holywood etc),do consumismo total,dos media e das redes digitais.
Já não estamos naqueles tempos em que a cultura era um sistema completo e coerente de explicação do mundo.De igual modo,acabaram as grandes épocas de oposição entre cultura popular e cultura erudita,entre "civilização" das elites e "barbarie" da populaça.A este universo de oposições distintivas e hierárquicas sucedeu um mundo em que a cultura,que já não se separa da industria mercantil,alardeia uma vocação planetária e se infiltra em todos os sectores de actividade.Ao mundo de ontem,em que a cultura era um sistema de signos distintivos sucede o mundo da economia política da cultura e da produção cultural prolífica e incessantemente renovada.Nestes tempos hipermodernos,a cultura transformou-se num mundo cuja circunferência passou a estar em todo o lado e o centro em lado nenhum.
Embora a cultura-mundo pacifique as democracias e reorganize a experiência do espaço-tempo,é preciso dizer que ela é também o que desorganiza em grande escala as consciências,os modos de vida e as existências.O mundo hipermoderno está desorientado,inseguro e destabilizado,não ocasionalmente,mas quotidianamente,de maneira estrutural e crónica.
Apesar de as democracias já não terem inimigos internos capazes de os destruir,estamos estranhamente perdidos numa errância generalizada.Todos os pontos de referência colectivos se foram evaporando sucessivamente e já nem sequer somos capazes de imaginar um futuro da sociedade que se possa fundir em princípios substancialmente diferentes dos que presidem à organização do nosso presente.Quanto mais os princípios do liberalismo moderno-o indivíduo,o mercado-governam o mundo democrático,mais nos encontramos desamparados com a sua aplicação.Nunca tivemos acesso a tanta informação,nunca o saber pormenorizado sobre o estado do mundo foi tão grande,mas nunca o sentimento de compreensão do mundo no seu conjunto pareceu tão frágil e confuso.Eis-nos condenados a uma desorientação inédita,excepcional,mas planetária: esta é uma das grandes características vividas da cultura-mundo.
O desmoronamento dos grandes sistemas ideológico-políticos que estruturavam o conflito Este-Oeste e a ordem mundializada é um dos grandes vectores desta desorientação.A cultura-mundo da hipermodernidade coincide com o fim da Guerra Fria e,mais em geral,com a dissolução das ideologias progressistas que afirmavam que a História tinha um sentido,que ela avançava necessariamente para a liberdade e a felicidade.Este optimismo historicista criou rugas.Perdemos a fé num futuro radioso e sempre melhor.Para onde vamos?O futuro será o quê?Até as ciências e as técnicas deixaram de alimentar a esperança num progresso irreversível e contínuo,de tal forma se acumulam as ameaças sobre o ecosistema e os grandes equilibrios ecológicos.Os nossos filhos viverão melhor do que nós?
É possivel que amanhã seja pior do que hoje.O nevoeiro substituiu a certeza dogmática das grandes ideologias da História.É neste quadro que aumentam o desencanto e a incerteza dos tempos da cultura-mundo.
O mundo hipermoderno,tal como se apresenta hoje em dia,organiza-se em torno de quatro pólos estruturantes que desenham a fisionomia dos novos tempos.Estes são: o Hipercapitalismo; a Hipertecnização; o Hiperindividualismo; e o Hiperconsumo.
Nestas condições,a época actual assiste ao triunfo duma cultura globalizada ou globalista,duma cultura sem fronteiras,cujo objectivo não é senão uma sociedade universal de consumidores.
Ao analisarem esta transformação,os autores avançam pistas para um possível curso de acção que enfrente o primado,em crescimento,do consumismo e a desorientação generalizada desta época. E se os anos vindouros fossem,paradoxalmente,os anos da «vingança da cultura»? A seguir o link